quinta-feira, 17 de março de 2016

Oprimido.

Do amor, almeja apenas os golpes, as contorsões dos corpos, o prazer carnal que se esquece logo que é saciado, as traições, as águas turvas e densas onde nada como um peixe ágil que produz bolhas de felicidade. Tudo o que mantém a distância e impede a reunião dá-lhe ardor, apetite. Os elogios, as palavras doces, as atenções, a ternura que jorra dum coração para outro, provocam-lhe uma repugnância petrificante. 

5 comentários:

  1. A repugnância é muito parecida com o medo.
    Boa tarde :)

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    1. Ambos são manipuladores de emoções. De resto, são perfeitamente distintos.

      Boa tarde, Imprópria

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  2. Mágoa. Sei-lhe a mágoa de cor...
    No final dos desencontros fica apenas isso. E mémorias.

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