segunda-feira, 7 de março de 2016

Impontual


Esperou-me uma hora, um dia, uma semana, um mês, um ano, cinco anos, dez anos, um século; quando finalmente cheguei limitou-se a dizer-me: "lamento, não posso amar alguém tão impontual", e partiu. 

Para aqui fiquei, com o mundo à frente.

18 comentários:

  1. É a desistência depois da resistência.

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    1. Carla, tenho de lhe agradecer o comentário (para mim de boas-vindas). Obrigado.
      É a resistência depois da impontualidade insistente. :)

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    2. De nada. :) E pode tratar-me por «tu», não há problema.

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  2. Há esperas que angustiam. Há hesitações que se pagam em solidão.

    Boa tarde, Impontual :)

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    1. Um debito-crédito de uma extensão indefinível.
      Obrigado pela pontualidade, Maria Eu.

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  3. Embora impontualidades me dêem nos nervos, neste caso, depois do que li, não me parece ter sido a causa da partida. Tenho cá para mim, que a senhora ao olhar o impontual, depois de um século, chegado, não ter gostado do que viu ahahahah

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    1. Sem duvida que é preciso saber chegar...

      Boa tarde

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  4. Não espero. Tenho para mim que as pessoas por quem vale a pena esperar não nos fazem esperar.

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    1. Com certeza , Nádia. Mas sabe que a pontualidade nos rouba muito tempo. :)

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  5. Gosto de chegar antes da hora. Não me importo de esperar. Enfim, desde que seja um tempo razoável. :)

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    1. Tem razão, Luísa. A pontualidade por obrigação é um aborrecimento. Obrigado por ter vindo em tempo útil. :)

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  6. Até o amor tem o seu tempo certo para (des)acontecer. Não por falta de tempo. Até porque a espera dedobra o tempo para lá do tempo, o mesmo já não acontece com a resiliência do ser.
    Bem vindo Impontual :)
    Apesar da impontualidade, mais oportuno e pontual não podia ser :)

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    1. Obrigado, Sandra Louçano. A incompletude impõe a espera.

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  7. Eu bem tento ser pontual... mas nem sempre consigo.

    Vim dar as Boas Vindas e deixar uma promessa: conta comigo para ser impontual e inconstante.

    Felicidades para este projecto
    (^^)

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