quarta-feira, 23 de março de 2016

Qipao

Primeiro foi um beijo que se prolongou no entrelaçar das línguas. Depois a mão direita a subir pelas costas em busca dos colchetes superiores. Outros beijos se foram perdendo no pescoço à medida que se desapertavam os fechos dourados. O qipao tombou aos seus pés, revelando um busto de belos seios firmes, uma cintura delgada, descrevendo uma curva suave que se alarga nas ancas e se prolonga harmoniosamente pelas pernas. Abraçamo-nos com mais intensidade.

10 comentários:

  1. Impontual, que viagem tão sedutora!
    Impressionante como nessa envolvência conseguiste decorar os passos todos e respectiva sequência. :)
    Gostei muito de te ler.
    Um beijo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Há passos que, de tão inquietos, são impossíveis de descrever dentro da cronologia do momento em si.

      Obrigado, Isabel.
      Abraço

      Eliminar
  2. Sempre adorei esse traje chinês...

    Beijinhos de olhos em bico
    (^^)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. :) A indumentária, chegado a um determinado ponto, é universal
      Beijo, Afrodite.

      Eliminar
  3. Há trajes que são feitos para escorregar pelo corpo sem obstáculos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. ... e ainda assim, Maria Inês, a nudez é sempre algo incompleto.

      Eliminar
  4. Parece-me que o que se seguiu só pode ter sido muito bom :)

    ResponderEliminar