sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Ásia

Veio de Berlim para assistir à cerimónia. Diz-me que quer voltar para a Ásia. Que está farta da Europa que lhe impôs esta feminilidade e os seus acessórios: o amor, a devoção, o erotismo quase lírico, a monogamia, o feminismo. Insiste que está farta desta Europa que apenas fala de mulheres e de amor, porque é só nisso que por cá se pensa, mesmo quando se faz alguma filosofia, alguma politica, alguma guerra. O "eterno feminino" eis o que a sufoca na Europa. Quer a Ásia apesar dos seus inúmeros defeitos: são cruéis, por vezes estúpidos e porcos, mas que pelo menos nota-lhes duas qualidades fundamentais: não idealizam a mulher e não acreditam na evolução.

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