quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Silente.

A folha de papel assusta-me. Não a folha de papel em branco, mas a folha escrita até meio. Escrever sempre me apaixonou, porque sei que tudo o que se escreve é em parte mentira. Na verdade os que escrevem sofrem todo o tipo de mutilações. Eu, por exemplo, tenho um pensamento que tem forma nos equilíbrios e nos desequilíbrios, nos sons, nos silêncio, nas pedras, nas cores. Por vezes escrever enfraquece-me terrivelmente o pensamento, afasta-me o espírito da palavra, bem entendido, da ideia. E por isso, às vezes, calo-me. Mas calado também não estou bem...

8 comentários:

  1. Chega a ser doloroso...

    Um abraço, Impontual. :)

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  2. Impontual, escrever apazigua-me e, por isso, ajuda a equilibrar-me. E isto acontece quando sinto, penso e escreve acerca de "acidentes" maus como dos bons.
    Escrever não me afasta da ideia. Pelo contrário.
    Que venha um bom dia!

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  3. Catarina, Maria Eu, Luisa, Isabel Pires

    Parece que há um denominador comum. :)

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  4. Ler também nos leva ao encontro de pessoas que escrevem aquilo que pensamos e que não sabemos passar para a escrita de forma tão clara. Foi o caso neste seu texto.

    Diria que, ler todos sabemos, interpretar nem todos sabemos, mas escrever realmente poucos o sabem. Eu fico-me pelo parte de ler. Juro que sei ler e gostei do que aqui li.

    Tenha um óptimo domingo. Pretendo tornar-me uma vista assídua deste seu espaço, lá para o mês de Setembro... isto se não me fechar a porta :)

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    Respostas
    1. Aqui não se fecham portas.

      Obrigado, Maria Madeira.

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