quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Vizinhança(s).

Já o do lado esquerdo, pensa retirar-se do amor como quem se despede do palco. Cansado de representar sempre o mesmo papel. Apenas o cenário muda. Sempre o mesmo papel: terno e inocente no prólogo, mortífero e mortificado quando o pano cai. Uma autêntica tragédia redigida por um autor desconhecido e cujos textos recita como um aluno de conservatório, aplicado e esforçado.

(Agora que o sol baixou, que sensual, que caprichoso, que magnifico é o efeito da sombra da sebe sobre o relvado: abraça, na sua forma sinuosa, os meus melhores sonhos, os meus desejos impossíveis. Só gostava que vissem. Estou tão constipado!)

22 comentários:

  1. Está-te a fazer falta uma vizinha solícita que te leve um caldinho de galinha e uma caixa de lenços a mais (nunca temos os suficientes).

    As melhoras, Impontual! :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Verdade, Carla. Já estou a limpar o pingo do nariz nas mangas da camisa. Ninguém vê isto, caramba!?

      Eliminar
    2. Não sou tua vizinha, mas não quero que te falte nada. :)

      http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios2/foto/0,,37054774,00.jpg

      Eliminar
  2. Bendita gripe que nos permitiu conhecer a tua vizinhança, Impontual!
    Agora há que continuares a dar-nos a conhecer-te! :) (acho que acertei nos pronomes todos, mas...)

    As melhoras. :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Os pessoais ou os demonstrativos?

      Não ligue Pseudo. A gripe solta-me as estribeiras. Amanhã serei outro, vai ver.

      Obrigado.

      Eliminar
  3. Apesar de estares atacado, do nariz, o teu olhos permanecem muito observafores. Ontem, para as bandas de Baião, o céu de fim de tarde estava cor de fogo. O teu relvado,ontem deve ter ficado muito bonito...
    Desjo-te as francas melhoras:)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sandra conheces aquela do Vinicius - o velho e a flor - "por céus e mares eu andei/ na esperança de saber o que é o amor" ?

      Obrigado

      Eliminar
    2. Muito bonito tema, o velho e a flor. Há já muito tempo que me anda a tilintar um mini conto na cabeça para escrever. O enredo ou nesta caso o dueto é travado entre uma Maria Florista e um Velho que passa o dia dentro de um tasco nauseabundo na companhia da bebida e do tabaco...
      Falta-me tempo, disponibilidade e disposição para tal, mas a música, essa já esta escolhida :)
      Espero-te melhor.
      Abraço

      Eliminar
  4. Valha-nos o relvado e os reflexos do sol. :)
    As melhoras.

    ResponderEliminar
  5. Ummm, andas ao frio a observar a vizinhança e depois dá nisto. Fica bem depressa :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. GM, ninguém percebe este sol, esta sombra, esta brisa.

      Eliminar
  6. um Chet Baker acompanha sempre bem este tipo de convalescença. Chet Baker e paracetamol.

    ResponderEliminar
  7. Uma tia minha, enfermeira de carreira, ensinou-me o remédio das duas garrafas.
    Precisas de duas garrafas de bagaço, uma cheia e uma vazia.
    Pões a vazia num sitio onde a vejas da cama e a cheia à cabeceira.
    Vais bebendo da cheia e olhando para a vazia.
    Quando começares a ver duas garrafas vazias a coisa tá curada.

    Quem é que é amigo, hã?

    :)

    ResponderEliminar
  8. Valha-nos o AO90 que até Deus despromoveu à classe de deus menor :))

    Entretanto, menos ranhoso ou nem por isso? Vai-se a ver e é de nascença.

    Bom dia (Im)pontual, melhoras rápidas

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigado pela preocupação, noname.
      Que deus a acompanhe.

      Eliminar