quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Constança

Ruiva, esbelta e nervosa, florescia. Os olhos claros, vivos, flamejavam, a intensidade do rosto iluminava-se sob a aura de uma magia facilmente decifrável. Sempre apressada, sem tempo para nada, trabalhava de manhã à noite, como sempre, mas agora, de repente, preocupava-se com a forma como se combinam os vestidos, os sapatos, a mala, as luvas, o penteado, o alinhamento das sobrancelhas e...  as rendas interiores.

12 comentários:


  1. Hummm... há "mouro na costa"! :D

    Beijinhos fora d'horas
    (^^)

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    1. Tem graça que só agora reparei que tu falas de ruivas e eu hoje falo de cenouras. Os beijinhos acenourados ficam-nos a matar!

      (^^)

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  2. Tinha-se apaixonado, a ConstanÇa!
    Se tivessemos botões para apaixonar e desapaixonar... :) era uma alegria.

    Bom dia Impontal

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    1. Isso. Mas nada de avassalador! :)) Mesmo que, com botões, o demasiado desgasta! Tenho de pedir ao pai natal, umas 250 gramas de paixão! :)) Estou a preto e branco e nă faz muito bem, nem a saúde física nem a saúde mental.

      Beijinhos Impontais :))

      P.s Haja bom humor!

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    2. 250gr, Flor DoMonte? Governa-se com pouco! :)

      Beijo.

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    3. Por ser do monte :) Imagine a seca ... já não chove aqui ... há muito tempo, enfim melhores dias virão! :)

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  3. Rendas para enredar o interior de alguém em quem se enredaram os seus dias corridos e enrodilhados.
    Constança, a menina apaixonou-se: alguns chamar-lhe-iam tansa, outros diriam apenas que a paixão vai bem com o ruivo... e muit o bem com o romper da constância. ;)

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    1. Dores de amadurecimento. Certezas e incertezas que alisam os vincos da constância. .)

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