terça-feira, 1 de novembro de 2016

Finados.

O cortejo da morte é uma coisa interminável. Uma cerimónia sempre igual, reencenada ano após ano, década atrás de década. Sempre o mesmo. Um ritual de silêncios e odores suspensos na pira, estados de espírito sempre sombrios a indiciar que os seus mortos possam gostar de exibições, ressequidas, de luto e dor. Os meus não.

8 comentários:

  1. 1 de Novembro é dia de Todos os Santos :). Dia de Finados é amanhã.
    Continuação de bom feriado, Impontual. :)

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    1. Té, eu disse finados e não dia de finados. A tristeza de hoje não há-de ser diferente da tristeza de amanhã. :)

      Obrigado, bom feriado.

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    2. Claro que não, Impontual, não me interprete mal (ou eu interpretei mal)...as minhas desculpas.
      A tristeza não tem dias nem horas marcadas.
      Boa semana.
      Um abraço.

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    3. Homessa, Té. Não há lugar a más interpretações, tão pouco a pedidos de desculpa. Só quis dizer que hoje é um dia dado a tristezas exacerbadas e ressequidas, e que os nossos mortos não gostam disso.

      Abraço.

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  2. Caro Impontualamigo

    Tristezas não pagam dúvidas, oops, dívidas - diz o povo e com razão. E acrescento eu: os mortos também não pagam dúvidas nem dívidas - os mortos estão definitivamente falecidos... quer gostem, quer não gostem.

    Abç Henrique o Leãozão

    ***********


    EM BUSCA DO FILHO DA PAUTA
    Já há cinco dias que publiquei na NOSSA TRAVESSA http://anossatravessa.blogspot.pt um textículo de minha autoria com o título acima mencionado que muito gostaria que visitasses e comentasses; muito obrigado.

    Continua a SAGA das datas do meu blogue que não são actualizadas (não sei por que motivo) nos blogues das/os Amigas/os. Já solicitei a muitas/os delas/les que façam o favor de me indicar – caso conheçam – nomes de especialistas em blogues a fim de os consultar. PAGAREI O QUE FOR NECESSÁRIO. Mas quero ficar livre dessa chatice!!!!!! De preferência JÁAAAAAA!!!!!!! :-((((((

    E finalmente estou a preparar a versão final sobre um novo textículo que se passa num RESTAURANTE-BAR (tasco) no qual retomo a linha neorrealista de que tantas/os leitoras/es apreciam. Oxalá o mesmo se passe cm esta. Nela, e como lhe compete, o vernáculo reina, sem pejo, nem falsos pudores. Quando o publicar, obviamente dar-vos-ei conhecimento disso.


    Henrique, o Leãozão



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  3. Assim como não se sente mais a falta por se velar a morte de perto, com flores, datas ou cerimónias. Há ausências muito mais presentes numa conversa de amigos, onde repetimos frases que seriam ditas a outra voz se aquela cadeira, ali ao lado, não estivesse vazia. É assim que se deve velar os mortos: desvelando-os nas conversas onde não participam mas ainda estão. Ou eu acho assim...
    (e não gosto da palavra finados... a morte só é fina de apelido e eufemismo, quando já não parece sentida, só confirmada. mas isto sou só eu e a minha embirração com palavras.. )

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    1. Isso mesmo. Tornado-os invisíveis e não ausentes.

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    2. Isso! Já dizia alguém em ponto pequeno (aos olhos) " o essencial é invisível aos olhos... ;)

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