quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Geringonça

Paula Almási

Sempre formaram um triângulo. Não o clássico triângulo amoroso, antes uma espécie de figura imperfeita e trémula, cujos limites às vezes desvaneciam sobre um fundo de secreta penumbra. Dependendo, naturalmente, da tensão que houvesse entre eles. Hoje são as imprecisões uns dos outros.

14 comentários:

  1. Leio, em crónica de Henrique Monteiro, que afinal se trata mesmo é de "linguagem difícil de entender". Com mais ou menos imprecisões, sempre acabaremos por decifrá-la. Espera-se...
    :)

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    1. Luisa, ainda assim tenho cá para mim que "gerigonça" é um termo que remonta à baixa idade média. De lá até aqui funcionou basicamente no mesmo registo. .)

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  2. Eu diria uma figura geométrica rodeada de água por todos os lados e às vezes muitos disparates...

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    1. Laura, não me diga que a geringonça vai partir-se justamente ali pela Raia. :)

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  3. E não é que lá vai funcionando?...
    Nem o inventor que lhe deu nome... sabe como... :-D
    Adorei o post!
    Pedindo desculpa pela minha ausência involuntária por aqui... uns problemas de saúde de uma pessoa chegada, e a atarefada quadra natalícia, impediram-me de conseguir visitar todos os blogues, conforme desejaria...
    Pelo que não tendo chegado a tempo do Natal... lhe desejo um fantástico 2017, para si e todos os seus, esperando que Novo Ano, lhe permita alcançar tudo o que mais deseje...
    Tudo de bom! Abraço!
    Ana

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    1. Ana, já tenho ouvido dizer que estamos melhor que nunca.

      Obrigado, bom ano. Tudo de bom para si e para os chegados.

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  4. Com alguns empenos, lá vai funcionando. Haja esperança!

    Beijos, Impontual :)

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    1. Sim, lá vai funcionando. O que num país disfuncional é digno de registo.
      Não gosto nada de ter que ter esperança - esse sinal de que já perdeu tudo ou quase tudo.

      Abraço, Maria Eu.

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  5. Os triângulos são mais eficazes que os círculos. Especialmente os viciosos.

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  6. Consignação.
    [Que bons encontros, aqui, Impontual]

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    1. Consignados.
      Que bom ter vindo, Teresa!

      Abraço

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  7. Hoje em dia faz falta a mão precisa de um ourives ou relojoeiro, artesãos...
    Gostei muito de ler.

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  8. Talvez o elo de ligação deixou de ter a capacidade que tinha de unir os outros dois na penumbra!

    Boa tarde Impontual

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