quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Quitéria

É durante o silêncio da noite, nesse espaço de tempo que antecede o sono e em que o mais severo dos pesadelos a toma e, vencida, a faz procurar a cálida miragem de quem dormia ao seu lado, quando a memória se torna omnipresente e fustiga a consciência como se (um antigo intruso) batesse à sua porta para recuperar o lugar de onde tinha sido expulso. É o fracasso do esquecimento: a nostalgia, o medo, os sonhos adiados, a solidão que ameaça no escuro.

2 comentários:

  1. também é na noite, naquele bocadinho de tempo imediatamente antes do adormecer, que às vezes quero as coisas com tanto querer.

    ResponderEliminar
  2. É no escuro da noite... que mais se escutam as fragilidades da alma...
    Bjs
    Ana

    ResponderEliminar