segunda-feira, 22 de maio de 2017

Défice excessivo

Pousar o olhar sobre o outro, vê-lo tal como ele é e dar. Dar amor. Dar, recebê-lo. 
Dar, receber, dar, receber. Um vaivém muito mais perigoso que o acto carnal. Débito-crédito, crédito-débito, débito-crédito. Os números alinhavam-se ameaçadores. A divida amorosa é sempre exorbitante. 

18 comentários:

  1. É.

    Mas se for cobrada, é porque não era amor!

    :)

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    1. A verdade é que o amor vincula muitas alienações. :)

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  2. (Im)pontual(mente) passa-me pela cabeça que: tem medo do amor, de viver, sei lá eu.

    Boa tarde :-))

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    1. Percebo-a perfeitamente, noname. Até porque ler é pensar com a cabeça alheia.

      Veja lá isso. :)

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  3. talvez quisesse dizer 'a dádiva', Impontual...

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    1. ana, anda outra vez desfasada? :)

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    2. não é outra vez, é sempre, cada vez mais. :)

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  4. Eu não digo que o Amor sem cobrança só existe no Estado do Divino...
    Nós, os comuns mortais, seres imperfeitos, e ainda bem, andaremos sempre à procura de o tentar atingir...

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    1. Ou não fizesse parte do instinto de sobrevivência...

      :)

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  5. O amor não tem contabilidade... se houver quem esteja a contar vai cobrar (esteja do lado do débito ou do crédito, por incrível que pareça..) e então não é amor, é contabilidade de deve e haver...
    boa tarde, Impontual

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    1. Em tudo na vida, e parece-me que no amor também, de forma consciente ou inconsciente, há uma contabilidade emocional.

      Bom dia, agora.

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    2. A contabilidade serve para conhecer o saldo, e então há cobrança. Não acredito num amor que cobra, acredito que, independentemente de um poder dar mais ou menos ( o que sempre acontece, ainda que não deva caber sempre ao mesmo) que o outro, se estiver bem não faz contabilidade disso, nem se lembra, apenas está bem. E quando se está bem não se quer mudar, nem cobrar...
      bom dia, Impontual

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  6. ainda ando a aprender essa equação.
    e descobri, graças a ela, que até gosto de matemática :)

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    1. A matemática em que 2+2 não são 4 sempre foi fascinante.

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  7. Sobre débito amoroso, falaram-me um dia no poder daqueles que nos amam. Nunca mais esqueci o conceito. É um poder tremendo, de facto.

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