terça-feira, 6 de março de 2018

Trovoada

Os clarões do céu servem de cenário ao corpo a corpo. Jogam, fazem tenção de tudo, já. Ele empurra-a, levanta a saia, retira o que estorva, espanta-se silencioso da pele suave das nádegas, atarda-se, prova com os dedos o acetinado, ela puxa a sua cabeça para entre as coxas, ele obedece à determinação, coloca as mãos atrás das ancas, oscila a cabeça, aplica-se com doçura, ali onde tudo está à flor de tudo, avança sem forçar, afloramento, saliva e humores amalgamados. Ela cala-se, de olhos fechados, pensa na terra que se esvai para os confins do universo, foguetão projectado no firmamento, espera, ri-se, emociona-se, goza cada segundo, o tempo estira-se, a luz brota por todos os lados.

7 comentários:

  1. Cega de luz. Morta de tão viva.

    Boa noite, caro Impontual :)

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  2. Deus aprecia e tira retratos com flash.
    Deus está como eu, a contar trocos para comprar uma máquina boa...

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