terça-feira, 15 de maio de 2018

Falsete

Acordar com música sempre foi para mim uma verdadeira aflição. A música tem vida, tem histórias, tem peripécias em todos os seus recantos e gosta de se me imiscuir nas entranhas, de me revolver o tempo passado e presente, de me precipitar o futuro, de me infectar as veias, de me afectar, de me deixar ali morto por fora mas muito vivo por dentro. Então há momentos, como naquela estrofe "When it's Summer in Siam And the moon is full of rainbows", que são como um fragmento de história que acontece ali naquele segundo, precisamente naquele instante e que por vezes não identifico qual é, porque ali, naquela fracção mínima de tempo, cabem dias e noites, meses e anos, conversas imaginadas, corpos tombados, desejos incontornáveis. Mas depois fica tarde, muito tarde... e já não há margem para mais atrasos. Que magnifico dia está hoje!

8 comentários:

  1. Então, aquela história do "nunca é tarde" é mesmo isso, história.

    Bom dia, Sô Impontual

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    1. Digamos que é uma espécie de falsete. Breve.

      Bom dia, noname. Como vai?

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  2. Pois é Impontual, há um vasto número causas que nos despertam sentimentos afectivos, ora adormecidos, ora esquecidos. E o tempo da espera quase que se impõe novamente. Mas até o tempo de espera também se esgota no tempo. Ele não é compatível com o estímulo da vida. Há muito que despertei desse estado comatoso, e só me permito usufruir do que me faz sentir bem, mas sempre de sorriso franco para os momentos dignos de registo na memória.
    Hoje o dia está mesmo agradável.
    Votos de uma boa semana, Impontual.

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    1. Saber quando se deve esperar é sem duvida essencial.

      Bom dia Sandra.
      Abraço

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